segunda-feira, maio 24, 2004

Fotos de Tramandaí (2004)


Olá pessoal !! Tudo tranqüilo ?!
Acabei de receber algumas fotos lá de Tramandaí. As fotos foram tiradas na câmera do Sérgio, namorado da Gel. Ficaram ótimas. Vejam só !!
Abração !!




Cê, Rogério, Sérgio, Gel, Marcelo, Eu, Fabi e Nando.


Gel e Sérgio vestindo a camiseta dos Duros do Asfalto.


Trio Parada Dura.


A turma do barulho...hehehe

sexta-feira, maio 21, 2004

Primeira viagem de moto


Olá amigos!!
O texto abaixo tb é de um integrante da list@ Motociclist@, o Mendigo, que aliás anda meio sumido da lista. O texto é muito bom, por isso resolvi postá-lo. Mas cá entre nós, quem é que ainda não arrumou uma desculpa somente para poder colocar sua máquina na estrada?! Abraços !!

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Minha prima viagem de moto

Lembro-me como se fosse hoje.

A comprei!

Passei uma semana "estudando-a" na garagem e decidi que era hora de ganhar o mundo.
Levei ao mecânico e avisei:
Capriche, pois amanhã estarei no mundo!
O profissional sorriu, parecia ser a milésima vez que via aquele brilho nos olhos de alguém.
Pedi que entregasse a moto em casa, andar só para viajar e isso aconteceria no dia seguinte.

Preparei-me!

Olhei rotas, admirei o transito, calculei gasto, preparei o coração e fui dormir.
Amanhã será o dia e deste dia não escapará minha vontade de viver, sorrir e acontecer...

Acordei!

O dia estava claro, a esperança era vida e a vida era estar de moto...
Coloquei a roupa comprada especialmente para aquele momento e quixotescamente me vi "armado".
Minha fiel, e sempre alerta, escoteira colocava-me peça por peça num ritual que depois vi repetir-se até os dias de hoje.
Estava com uma segunda pele, o couro.
Estava protegido, o ouro. Meus sonhos, meu tesouro. Meu pensar, meu passadouro.
Além de mim, o mundo era todo alegria.

A viagem!

Subi na magrela, doce Lígia, doce Bela, doce e meiga era ela.
A moto dos sonhos, uma 125 magrela. A Cinderela que viu em mim seu sapato emprestado por uma fada madrinha. Seu príncipe com o tesouro do amor.
Naquele momento éramos eu e ela.
Que o mundo se acabe, agora estou em aquarela!
Sobre a Lígia, liguei motor.
Acelerei mansinho.
A despedida foi de quem parecia não voltar.
Um guerreiro indo ao encontro de sua sina. Degladiar... Matar e/ou morrer por sua causa mais nobre: A liberdade!
Ah... Como eu estava livre de mim e do outro em mim.

Era só alegria...

Passei pelos vizinhos que me olhavam com cara de "lá vai o velho louco" "Um tolo que não teve infância e agora faz papel de palhaço".
Minha infância fora plena, bem me lembro até chorar. A saudade é sempre grande e a moto me possibilita prolongar. A infância? Não a liberdade de ser e estar...
Cruzei o primeiro farol/sinal.
O transito era intenso.
Caminhões empurravam-me para o acostamento, guardas rodoviários olhavam-me com inveja do meu feito perfeito e lá fui eu.
Paisagens deslumbrantes e algumas nunca pensei de ver. Só sabia delas por ler.
Devo ter rodado uns 2.000 kilômetros até voltar e quando voltei minha amada estava na janela, cara de apreensiva, a me aguardar.
Passei pelos vizinhos que agora me olhavam como seu eu fosse um herói e cara de "Nossa.. Que coragem", "quanto estilo..." “Um dia, ainda, tomo fôlego e faço isso ai...”

Li a felicidade em seus olhos.

Correu para abrir a garagem, auxiliou-me para descer do meu cavalo de aço, permitiu que eu limpasse a poeira que herdei no caminho e falou:
Da próxima vez rode menos... Como demorou, meu velho... Pareceu uma eternidade para mim. Quando for assim, vá andando mesmo... pois ir de moto à padaria gasta mais tempo que ir a pé...

É amigos... Quixotescamente minha primeira viagem de moto foi para cumprir a missão diária de comprar o pão da manhã e não passou de uns 900m, mas creiam: Tudo que relatei foi verdade, pois mesmo tendo rodado o Brasil de norte a sul e voltado do sul para o norte, até hoje não consegui repetir as emoções que colhi naquela viagem...


Mendigo Ferreira Leigo
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terça-feira, maio 18, 2004

Candiota (2004)


Olá pessoal, tudo tranqüilo?!
Vou relatar nesse post uma viagem que valeu a pena cada km rodado. Foi no final do mês de fevereiro na cidade de Candiota, aqui mesmo no Estado, que fica a 380 km de Venâncio Aires. Nosso amigão Lasareno estava de aniversário e aprontou uma tremenda festa (III Lasachurras) para receber os amigos. Tive o prazer de conhecer vários amigos da lista Motociclist@ e tb rever outros que a muito não via: Vô Bleiner do Espírito Santo, Ruiter da Bahia, Flávio e esposa tb da Bahia, Ronaldo e Eugênio Lenhador do Paraná, Grilo de Santa Catarina (o Grilo eu conheci em Sta. Cruz do Sul na Oktobermoto) e o pessoal aqui do Estado, o Cristovão, a Anete, o Didi, o Zazá e o Leandro Balardin (espero não ter esquecido de ninguém).
Não preciso nem dizer que a festa foi um sucesso né?! Foi um verdadeiro encontro de motociclistas.

Distância percorrida: 800 km (ida/volta)
O Evento: Excelente

Segue algumas fotos tiradas pelo Ruiter:



Lasa com alguns presentes que recebeu


Ruiter, Grilo e esposa e Lasa


Hora de homenagens


Lasa, Flávio e esposa


Galera da lista I


Galera da lista II


Galera da lista III


Diversão total


Olha Eu e o Eugênio ali...hehe


Lasa recebendo o carinho dos amigos


E mais presentes...


Hora do rango


Olha só a felicidade das crianças

sábado, maio 15, 2004

Desabafo por um tempo perdido


Eu não poderia deixar de postar esse texto do irmão Fernando Drumond que como eu faz parte da lista de discussão sobre motociclismo Motociclist@.
Um abraço a todos e boa leitura.

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DESABAFO POR UM TEMPO PERDIDO

Estranho personagem, esse tal de motociclista.

Difícil crer que seja possível preferir o desconforto de uma motocicleta, onde se fica instavelmente instalado sobre um banquinho minúsculo, tendo que fazer peripécias para manter o equilíbrio e torcendo para que não haja areia na estrada.
Como podem achar bom transportar o passageiro, dito garupa, sem
nenhum conforto ou segurança, forçando o coitado a agarrar-se à pança do motociclista, sujeitando ambos a toda sorte de desconfortos, como chuva, ou mesmo aquela "ducha" de água suja jogada pelo carro que passa sobre a poça ao lado, ou de ficarem inalando aquele malcheiroso escapamento dos caminhões em uma avenida movimentada como a marginal Tietê, por exemplo, sem
falar da necessidade de se utilizar capas, casacos e capacetes, mesmo naqueles dias de calor intenso.
Isso tudo enquanto convivemos numa época em que os automóveis nos
oferecem toda sorte de confortos e itens de segurança. Ar-condicionado, que permite que você chegue ao trabalho sem estar fedendo e suado; "air bags", barras laterais, cintos de três pontos, etc., que conferem ao passageiro uma segurança mais do que necessária; som ambiente; possibilidade de conversar com os passageiros (OS passageiros...) sem ter que gritar e assim por diante.

Intrigante personagem, esse tal de motociclista.

Apesar de tudo o que disse acima, vejo sempre em seus rostos um estranho e particular sorriso, que não me lembro de haver esboçado
quando em meu carro, mesmo gozando de todas as facilidades de que ele dispõe.
Passei, então, a prestar um pouco mais de atenção e percebi que,
durante minhas viagens, motociclistas, independente de que máquinas possuíssem, cumprimentavam-se uns aos outros, apesar de
aparentemente jamais terem se visto antes daquele fugaz momento, quando se cruzaram em uma dessas estradas da vida. Esquisito...
Prestei mais atenção e descobri que eles freqüentemente se uniam
e reuniam, como se fossem amigos de longa data, daqueles que temos
tão poucos e de quem gostamos tanto. Senti a solidariedade que os une.
Vi também que, por baixo de muitas daquelas roupas de couro pesadas, faixas na cabeça, luvas, botas, correntes e caveiras, havia pessoas de todos os tipos, incluindo médicos, juízes, advogados, militares, etc. que, naquele momento, em nada faziam lembrar os sisudos, formais e irrepreensíveis profissionais que eram no seu dia a dia. Descobri até alguns colegas, a quem jamais imaginei ver paramentados tão estranhamente. Muito esquisito...
Ao conversar com alguns deles, ouvi dos indizíveis prazeres de
se "ganhar a estrada" sobre duas rodas; sobre a sensação deliciosa
de se fazer novos amigos por onde se passa; da alegria da redescoberta do prazer da aventura, independente da idade; e da possibilidade de se ser livre e alegre, rompendo barreiras que existem apenas e tão somente em nossas mentes tão acostumadas à mediocridade.
Vi, ouvi e meditei sobre o assunto.

... mudei minha vida...

Maravilhoso personagem, esse tal de motociclista.

Muitas motos eu tive, mas jamais fui um verdadeiro motociclista, erro que, em tempo, trato agora de desfazer. Mais que uma nova moto, a moto dos meus sonhos.
Mais que apenas uma moto, o rompimento dos grilhões que a mim
impunham o medo e o preconceito e que por tanto tempo me impediram de desfrutar de tantas aventuras e amizades. Deus sabe o tempo que perdi e as experiências que deixei de vivenciar.
Se antes olhava-os com estranheza, mesmo sendo proprietário de uma
moto (mas não um motociclista), vejo-os agora com profunda admiração e, quando não estou junto, com uma deliciosa pontinha de inveja.
O interessante, é que conheço pessoas que jamais possuíram moto,
mas que estão em perfeita sintonia com o ideal motociclista. Algumas chegam até mesmo a participar de encontros e listas de discussão, não que isto seja imprescindível ou importante. O que importa é a filosofia envolvida.
Hoje, minha esposa e eu, montados em nossos sonhos, planejamos,
ainda timidamente, lances cada vez maiores, sempre dispostos a
encontrar novos velhos amigos, que certamente nos acolherão de braços abertos.
Talvez, com um pouco de sorte, encontremos algum motorista que, em
seu automóvel, note e ache estranho aquele personagem que, passando em uma motocicleta, com o vento no rosto, ainda que sob chuva ou frio, mostre-se alheio a tudo e feliz, exibindo um largo e incompreensível sorriso estampado no rosto.
Quem sabe ganhemos, então, mais um irmão motociclista para o nosso
grupo.

Fernando Drummond
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sexta-feira, maio 14, 2004

Aventura a bordo de uma moto

Reportagem do Caderno Viagem do jornal ZH.

Aventura a bordo de uma moto
Mototurismo
ANELISE ZANONI




O turismo sobre duas rodas está em cartaz no Brasil desde a última sexta-feira. Mas quando os amigos Alberto Granado e Ernesto Guevara, o Che, embarcaram em uma aventura da Argentina à Venezuela, em 1952, o mundo já era descoberto pela perspectiva do motociclista.

A peripécia da dupla, retratada no filme Diários de Motocicleta, dirigido por Walter Salles, é apenas um fragmento das histórias dos mototuristas que deixam suas cidades em busca de lugares exóticos e pessoas interessantes. Sozinhos ou em grupos, assim como Guevara e Granado, eles descobrem na estrada desafios e a busca da identidade pessoal. Só que, para embarcar nesta viagem, é preciso planejamento, disposição e coragem. Conheça alguns detalhes da aventura de um mototurista.

A primeira viagem de motocicleta do professor universitário Álvaro Larangeira Teixeira, 48 anos, demorou dois anos para ser executada. Com uma vértebra quebrada, ele temia iniciar a jornada que o levaria ao mototurismo. Em 1999, ganhou coragem e partiu para a aventura. O destino? Bagé, no interior do Estado.

A curta experiência injetou coragem e espírito aventureiro em Álvaro. Um ano depois, ele se transformava no primeiro brasileiro a fazer mil milhas (1.609 quilômetros) em menos de 24 horas dentro do país. A façanha lhe rendeu um lugar na Iron Butt Association, uma associação de motociclistas que gostam de pilotar por longas distâncias, e cerca de outros 250 mil quilômetros rodados por estradas do Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai e França.

- Não parei mais. Até hoje eu e um grupo de amigos viajamos de moto por todo o mundo - conta.

Com a motocicleta BMW R1.150 GS Adventure equipada com três alforjes, Álvaro carrega materiais para consertar pneus, compressor e ferramentas, além de um kit contendo peças de couro, camisetas, meias e cuecas, agasalho, capa de chuva, tênis e uma calça jeans. Mas, para a próxima aventura, no Uruguai, os compartimentos de bagagem terão de esperar para ficarem prontos: o mototurista está se recuperando de um acidente em que fraturou o pé, a mão e a tíbia.


Na estrada com o mototurista

Roupas
- Para se proteger do frio, é aconselhável viajar com roupas de couro ou cordura (material trançado e plastificado por dentro).
- Em dias de chuva, use uma boa roupa de náilon ou um casaco impermeável. Botas e luvas também são indispensáveis
Capacete
- O que faz a diferença no capacete é a viseira. Prefira aqueles com no mínimo três milímetros de espessura. Peças com menor espessura vibram muito com o vento
Trânsito
- Se informe sobre as regras de trânsito e sinalização dos países
- Pare apenas em postos de gasolina movimentados
- Ande em grupos
- Mantenha-se atento
- Em grupos, mantenha a mesma velocidade
- Nunca ultrapasse um caminhão sem ter certeza de que o motorista viu sua moto
- Não ultrapasse pela direita
- Evite o ponto cego do espelho dos veículos
- Preste atenção no grupo. Se alguém estiver com sono, faça uma parada
Sites
- Mototurismo
www.ironbutt.com
www.ayresadventures.com
www.millennium-ride.com
www.mototurismo.com.br
www.millennium-ride.com

Fotos: Álvaro Larangeira



Motocicleta BMW R1.150 GS Adventure equipada com três alforges.


Larangeira fez uma viagem de moto em 1999 e ganhou espírito aventureiro.

Viagem ao Litoral (2004)


A viagem mais recente que fiz foi para o litoral, mais precisamente na cidade de Tramandaí, onde aconteceu nos dias 30/4, 01 e 02/05 o VII Mar & Motos organizado pelo MC Asas da Libertadade.
Saímos de Venâncio às 8 horas da manhã de sábado, Eu com minha Twister (Guerreira), o Rogério e a Cê com sua CB 450 e o Marcelo com a sua bela CBR 600 F. A viagem foi tranqüila, exceto pelo pneu dianteiro da CB do Rogério ter esvaziado depois de uns 80 kms rodados. Mas a sorte estava do nosso lado, pois tinha uma borracharia bem perto do local. Resolvemos desviar dos pedágios da Freeway, mas não valeu a pena, porque a estrada que pegamos não era lá essas coisas. A única vantagem dessa estrada é que ela era cheia de curvas e deu para testar bem o desempenho da Twister nas curvas. :)

Sobre o evento.

Fomos recepcionados na entrada da cidade pelo pessoal do Asas da Liberdade que estavam oferecendo um gostoso pão com carne a todos os motociclistas que chegavam para o encontro.
Acabamos encontrando um casal de amigos, Sérgio (Enigmas do Asfalto) e Gel (Curtidores do Asfalto) e fomos todos juntos para a festa. O local do encontro era no centro da cidade, que ficou lotado de gente. Diversas atrações faziam parte da programação: Globo da morte, Show de Whelling, bandas de rock etc...um ponto negativo foi alguns engraçadinhos que ficavam queimando pneu bem no meio onde as pessoas estavam (isso que existia uma área específica para esse tipo de apresentação), mas tudo bem, ficamos ali fazendo festa com o pessoal dos Curtidores do Asfalto e nem vimos a hora passar.

Saímos de Tramandaí já passava das 17:30 hs, abastacemos as motos e pegamos a estrada. Cheguei em casa às 20:45 hs cansadão mais feliz da vida por ter revisto os amigos e por ter colocado a moto na estrada.

Distância percorrida: 500 km (ida/volta).
O Encontro: Bom. Pelo que conversamos com o pessoal, o encontro está melhorando a cada ano. (Recomendo)



Olha a galera fazendo festa

Gel, Eu (atrás da mão da Gel), Rogério e Sérgio

Primeiro Post


Olá pessoal !!!
Esse é o meu primeiro post e espero que não seja o último...hehehe...o objetivo desse blog é comentar sobre minhas viagens em duas rodas e também deixar registrado minhas impressões sobre encontros, as condições das estradas, minhas amizades e tudo o que estiver relacionado com o mundo motociclístico. Espero que vocês gostem.
Um abração.